quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O manejo de resíduos de serviços de saúde exige precisão terminológica para garantir a segurança ambiental e hospitalar

 O manejo de resíduos de serviços de saúde exige precisão terminológica para garantir a segurança ambiental e hospitalar. Abaixo, detalhamos os conceitos fundamentais divididos por categorias.

1. Riscos Biológicos e Patógenos

No contexto da biossegurança, a classificação de agentes e estruturas proteicas é vital para determinar o nível de contenção necessário:

  • Agente de Classe de Risco 4: São patógenos de altíssima periculosidade. Representam uma ameaça grave tanto para indivíduos quanto para a comunidade, devido ao seu alto poder de transmissão e à inexistência de vacinas ou tratamentos eficazes.

  • Príon: Diferente de vírus ou bactérias, o príon é uma estrutura proteica alterada. Ele é o agente causador de doenças degenerativas do sistema nervoso, conhecidas como encefalites espongiformes.

2. Materiais e Substâncias Biológicas

Os resíduos de saúde são compostos por diversas substâncias que requerem atenção específica:

  • Líquidos Corpóreos: Fluidos internos específicos, como os líquidos cefalorraquidiano, pericárdico, pleural, articular, ascítico e amniótico.

  • Sobras de Amostras: Restos de fluidos e secreções (como sangue, urina, fezes, saliva e secreções genitais) ou anexos cutâneos (pelos e unhas) que permanecem nos frascos após a coleta laboratorial.

  • Materiais de Assistência à Saúde: Todo item utilizado diretamente no cuidado e tratamento do paciente.

3. Unidades e Estruturas Operacionais

  • Estabelecimento: Qualquer edificação onde ocorram atividades de saúde, abrangendo desde a promoção e prevenção até a pesquisa e recuperação de pacientes.

  • Estação de Transferência: Unidade licenciada exclusivamente para o transbordo de resíduos. Sua função é facilitar a logística sem romper as embalagens originais ou expor o conteúdo interno.

4. Processos de Tratamento e Descontaminação

Para tornar os resíduos seguros para o descarte, são aplicados processos de redução de carga microbiana:

  • Nível III de Inativação: Um padrão rigoroso de desinfecção. Exige a eliminação de quase a totalidade (redução $\geq 6Log_{10}$) de fungos, bactérias e vírus, além da redução significativa de esporos bacterianos resistentes (redução $\geq 4Log_{10}$).

  • Sistema de Tratamento: Conjunto de métodos químicos, físicos ou biológicos que alteram as propriedades dos resíduos para reduzir riscos e, em muitos casos, descaracterizar visualmente o material.

5. Gestão Estratégica e Disposição Final

A gestão eficiente baseia-se no PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde). Este documento norteia desde a geração até a disposição final, priorizando dois pilares:

  1. Redução na Fonte: Estratégias para evitar a geração de lixo, seja pela troca de tecnologias, insumos ou revisão de procedimentos operacionais.

  2. Disposição Final: O ato de depositar os resíduos no solo de forma técnica e controlada, em locais preparados conforme as normas ambientais vigentes.

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